sábado, 13 de junho de 2009

Ôh Toninho



Ôh Toninho da uma mão vai, sei que estou exigente mas isso se deve aos meus ....poucos anos, resolve ou ano que vem te ponho de cabeça para baixo.kkkkkk
Toninho o seguinte, vou ocupar esse espaço para postar um texto do meu conterrâneo Caio F. de Abreu, sabe ele se expressou de forma feliz e vale como uma prece para você queridinho casamenteiro, faço das palavras de Caio as minhas.

Preciso de Alguém
Meu nome é Caio F.
Moro no segundo andar,mas nunca encontrei você na escada
Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas.
Tão só nesta hora tardia - eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas.Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras.
Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver.
Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da conha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. (...)Tenho urgência de ti, meu amor.
Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura.
Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã.
(Caio Fernando Abreu - Crônica publicada no “Estadão” Caderno 2 de 29/07/87)
Amém Toninho para o meu bem e seu e de uma outra pessoa me atenda kkkk

6 comentários:

AGUINALDO disse...

QUE MALDADE MINHA AMIGA ...

Leon disse...

Nina, massa que o seu blog é não visualmente pesado. Coisas simples bem criativo. Passa lá no meu blog é de uma olhada se vc tiver afim...
(whenthestargoblue.blogspot.com)! Parabéns pelo blog, muito legal!

May disse...

hauhauhauahuah
Amém
Amiga, hoje é o diaaaaaa...
reza bastanteee..
heheheh

beijosssssssssss

C. disse...

Um amigo já dizia que é sempre bom termos as nossas carências bem calibradas, para que depois não sejamos traídos exatamente por aquilo que não dedicamos a nós mesmos...

Driii disse...

Amiga,ele vem... ;-)
E vem com tudo pra te fazer feliz...
Vc é merecedora...
Grande beijooo...

Ernani Netto disse...

Espero que o Toninho seja generoso...

haha

Bjaum