sexta-feira, 14 de maio de 2010

Esquimó


"Se eu tivesse um Bar ele teria seu nome; Se eu tivesse um barco ele teria seu nome, Se eu comprasse uma égua daria a ela seu nome; Minha cadela imaginaria tem o seu nome; Se eu enlouquecer passarei as tardes repetindo seu nome; Se eu morrer velhinho, no suspiro final balbuciarei o seu nome; Se for assassinado com a boca cheia de sangue gritarei o seu nome; Se encontrarem o meu corpo boiando no mar, no meu bolso haverá um bilhete com o seu nome; Se eu me suicidar, ao puxar o gatilho pensarei no seu nome; A primeira garota que beijei tinha o seu nome; Na sétima série eu tinha duas amigas com o seu nome; Antes de você tive três namoradas com o seu nome; Na rua há mulheres que parecem ter o seu nome; Na locadora que freqüento tem uma moça com o seu nome; Às vezes as nuvens quase formam o seu nome; Olhando as estrelas eu sempre consigo desenhar o seu nome; O ultimo verso do famoso poema de Eloá poderia muito bem ser o seu nome; Apolineris escreveu poemas a lua porque na loucura da guerra não conseguia lembrar o seu nome; Não entendo porque Chico Buarque não compôs uma musica para o seu nome; Se eu Fosse um travesti usaria o seu nome; Se um dia eu mudar de sexo adotarei o seu nome; Minha mãe me contou que se eu tivesse nascido menina teria o seu nome; Se eu tiver uma filha ela terá o seu nome; Minha senha do emai-l já foi o seu nome; Minha senha do banco é uma variação do seu nome; Tenho pena dos seus filhos porque em geral dizem mãe ao invés do seu nome; Tenho pena dos seus pais porque em geral dizem filha ao invés do seu nome; Tenho muita pena dos seus ex-maridos porque associam o termo ex-mulher ao seu nome; Tenho inveja do Oficial de Registro que datilografou pela primeira vez o seu nome; Quando fico bêbado falo muito o seu nome; Quando estou sóbrio me controlo para não falar demais o seu nome;
"Se eu tivesse um Bar ele teria seu nome; Se eu tivesse um barco ele teria seu nome, Se eu comprasse uma égua daria a ela seu nome; Minha cadela imaginaria tem o seu nome; Se eu enlouquecer passarei as tardes repetindo seu nome; Se eu morrer velhinho, no suspiro final balbuciarei o seu nome; Se for assassinado com a boca cheia de sangue gritarei o seu nome; Se encontrarem o meu corpo boiando no mar, no meu bolso haverá um bilhete com o seu nome; Se eu me suicidar, ao puxar o gatilho pensarei no seu nome; A primeira garota que beijei tinha o seu nome; Na sétima série eu tinha duas amigas com o seu nome; Antes de você tive três namoradas com o seu nome; Na rua há mulheres que parecem ter o seu nome; Na locadora que freqüento tem uma moça com o seu nome; Às vezes as nuvens quase formam o seu nome; Olhando as estrelas eu sempre consigo desenhar o seu nome; O ultimo verso do famoso poema de Eloá poderia muito bem ser o seu nome; Apolineris escreveu poemas a lua porque na loucura da guerra não conseguia lembrar o seu nome; Não entendo porque Chico Buarque não compôs uma musica para o seu nome; Se eu Fosse um travesti usaria o seu nome; Se um dia eu mudar de sexo adotarei o seu nome; Minha mãe me contou que se eu tivesse nascido menina teria o seu nome; Se eu tiver uma filha ela terá o seu nome; Minha senha do emai-l já foi o seu nome; Minha senha do banco é uma variação do seu nome; Tenho pena dos seus filhos porque em geral dizem mãe ao invés do seu nome; Tenho pena dos seus pais porque em geral dizem filha ao invés do seu nome; Tenho muita pena dos seus ex-maridos porque associam o termo ex-mulher ao seu nome; Tenho inveja do Oficial de Registro que datilografou pela primeira vez o seu nome; Quando fico bêbado falo muito o seu nome; Quando estou sóbrio me controlo para não falar demais o seu nome;

Fabrício Corsaletti



Pessoal assistam esse video e veja a tamanha sensibilidade desse escritor...Seu nome eh um lindo poema dedicado à namorada...

Prometo escreve um inspirado no meu amor....


quarta-feira, 12 de maio de 2010

Click


Ana Oliveira

Hoje senti um click e senti saudade deveras muita daqui e pensei porque nao voltar e ficar ...
Dai me lembre de Adelia Prado que disse:

"Então eu virei pra ela e falei assim: ah, nada, boba,
também é assim, se der, bem, se não der, amém,
toca pra frente."

Prometo voltar a cultivar meus bons e velhos rituais.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Sim eu sou Alice

As vezes tornasse necessário sonhar e fantasiar a vida passa a ter mais cores.

Sonhar faz parte

Acredito

No coelho branco e nossa ânsia de viver a vida.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Se o coração bater forte e arder.
No fogo o gelo vai queimar...
Nando Reis

quinta-feira, 18 de março de 2010


Ola pessoal

Estou de volta, muitas mudanças depois....
Feliz Natal
Feliz Ano Novo
Feliz dia da mulher
Feliz feliz feliz feliz feliz feliz feliz


"manda-me tudo pelo vento:envolto em nuvens, selado com estrelas tingido de arco-íris, molhado de infinito (lacrado de oriente, se encontrares)"
Caio F. de Abreu

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Aquela mancha diesel do sovaco, aquela gasolina pelo corpo. Odor concentrado, acampado nos ombros. Suor impossível de esconder, de quem está de pé no ônibus todo dia, de quem trabalhou desde manhãzinha e não trocou de roupa, de cor, de sol. Suor de engarrafamento, de janela aberta, de cabine de caminhão. Suor macabro, frio e quente, de espanto e insistência. Suor que secou e voltou a correr. De usar as mangas, raspar os botões, embaçar óculos. Suor de alardear cães de caça, própria da solidão de um foragido. Camisa empapada, calça já colando nas pernas. Suor de quem jogou futebol duas horas e ainda está pingando, com os cabelos desordeiros e a barba alerta. Qualquer mulher apressaria o chuveiro. Qualquer mulher mandaria me arrumar antes de conversar. Qualquer mulher abriria barreira com os braços: "Nem se aproxima". Qualquer mulher teria nojo, olharia de canto para não me enfrentar de frente. Qualquer mulher torceria o nariz e pegaria uma revista para fingir leitura enquanto espera. Para que me livrasse de mim, do hóspede incômodo, intruso. Que tranquilizasse primeiro a carne com sabonete e espuma, que arborizasse rapidamente o pescoço. Qualquer mulher, não a minha. Ela me enlaça quando chego. Nem me deixa explicar. Agradece que fui recebê-la assim, desajeitado, direto da rua, do compromisso. Atraída pelo meu cheiro como um animal em extinção. Aviso que vou me lavar, ela acena que não. Eu me desculpo dos modos, ela encaixa as pernas na minha cintura. Mantenho o respeito, ela confessa que gosta da brutalidade, da crueza. Tento afastá-la, ela xinga que não está nem aí. Vai me encabulando de anseios. Diz que é química. Não respira, fareja. Persegue cidades em mim. Repassa seu nariz pelo meu braço, de um lado para outro, de um lado para o outro, como quem enxágua os traços. Pede que eu tire as roupas, que venha para dentro. Agora.

Fabrício Carpinejar.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Esperança




Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Mario Quintana